Ao menos 15 mulheres foram internadas por dia em hospitais do Brasil de 2008 a 2023 em decorrência da violência doméstica. O dado é de um estudo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) publicado na revista científica Ciência & Saúde Coletiva.
A pesquisa usou inteligência artificial para analisar 90.798 internações de mulheres de 20 a 59 anos registradas no SIH (Sistema de Informações Hospitalares) do SUS (Sistema Único de Saúde). O objetivo era identificar padrões que passam despercebidos em bases de dados extensas.
Os resultados mostram que grande parte dessas mulheres chega ao hospital com politraumatismo, quadro geralmente ligado a atropelamentos ou acidentes graves. No caso das vítimas de violência doméstica, porém, a origem é a agressão por armas brancas ou objetos cortantes.
"É um caso de violência que chega como se fosse um atropelamento, um politraumatismo. É absurdo", diz Maria Elisabete Salvador, professora do Departamento de Informática em Saúde da Escola Paulista de Medicina e uma das autoras do estudo.
É um caso de violência que chega como se fosse um atropelamento, um politraumatismo. É absurdo






