Em seu maior resultado desde a Segunda Guerra Mundial, a extrema direita da Alemanha alcançou 44% dos votos em uma eleição estadual neste domingo (6). A AfD (Alternativa para a Alemanha), obteve, segundo projeções, a maior bancada do Parlamento estadual de Saxônia-Anhalt, no leste alemão. O país é uma República Federativa, como o Brasil, composta por 16 estados.
Ainda que esmagadora, a vitória não garante uma maioria capaz de transformar Ulrich Siegmund em ministro-presidente, cargo equivalente a governador. O objetivo dependerá de uma negociação com outros partidos, possibilidade inserida nos discursos da AfD desde o fechamento das urnas.
Em 2024, na primeira vez em que conquistou a maior bancada em uma eleição regional, na Turíngia, com 32,8% dos votos, a legenda não conseguiu formar um governo. O caso é bem diferente agora.
Alice Weidel, colíder da AfD, não esperou a consolidação dos resultados para declarar que a sigla obteve um "mandato claro", "que não se limita à Saxônia-Anhalt, estende-se aos outros estados e até ao Bundestag [Parlamento alemão]", em clara referência às eleições federais de 2029. Reiterou que o partido está disposto a dialogar com as outras legendas, até aqui refratárias em se associar à extrema direita.











