Em 2015, os países signatários do Acordo de Paris se comprometeram a manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais ao longo do século, empregando esforços para limitá-lo a 1,5°C.

Medidas foram adotadas, mas ficaram muito aquém do necessário para reduzir emissões globais de gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento do planeta, na velocidade exigida.

Em relatório divulgado na quarta (2) pelo programa das Nações Unidas para o meio ambiente (Pnuma), a ultrapassagem de 1,5°C já é considerada inevitável e deve ocorrer de forma sustentada nos próximos anos.

Se forem mantidas as políticas ora em vigor, o aquecimento é projetado em cerca de 2,8°C até 2100, variando de 1,9°C a 3,6°C.

Mesmo com reduções de emissões muito mais rápidas e profundas, a temperatura ainda atingiria um pico em torno de 1,8°C, com intervalo de 1,7°C a 2,2°C, em meados deste século antes de começar a cair. Esta trajetória, chamada de "overshoot", deve ser o novo foco de atenção.