Na mensagem, o presidente americano também rejeitou as informações de que as Forças Armadas dos EUA estão ficando sem munições em sua guerra contra o Irã 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidentes da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (E), e dos EUA, Donald Trump, em reunião durante a cúpula da Otan, em Ancara — Foto: Saul Loeb / AFP O presidente americano, Donald Trump, afirmou na quinta-feira que pedirá aos países europeus que reembolsem a ajuda militar concedida pelos Estados Unidos à Ucrânia durante o governo de seu antecessor, Joe Biden. O republicano exige que os europeus assumam uma parte maior do custo do apoio ocidental à Kiev em sua guerra contra a Rússia, que já dura mais de quatro anos. "Centenas de bilhões de dólares foram dados à Ucrânia e à Otan, de graça, que a Europa teria pago se tivesse sido solicitada, mas nós vamos pedir esse dinheiro, ainda que com algum atraso", escreveu em sua plataforma Truth Social, sem especificar, porém, quais países considera que devem pagar. Além disso, o presidente americano sinalizou uma suspensão temporária nas vendas de munição ao exterior. No Truth Social, ele afirmou que os EUA estão reforçando os estoques e se preparando para contingências. "Estamos ficando com (munições) para nós mesmos, em vez de vendê-las a outros, mas as vendas para os aliados em breve voltarão", acrescentou. No ano passado, os EUA e a Otan desenvolveram a "Lista de Requisitos Prioritários" para a Ucrânia, por meio da qual os países europeus pagam para fornecer armas americanas à Ucrânia. Ou seja, em vez de Washington doar armamento diretamente a Kiev, como fazia sob Biden, os países europeus é que compram o armamento americano e depois repassam à Ucrânia. Na mensagem, Trump também rejeitou as informações de que as Forças Armadas dos EUA estão ficando sem munições em sua guerra contra o Irã. "Temos quantidades praticamente ilimitadas de munição de calibre médio e alto", escreveu, acrescentando que os projéteis estão sendo produzidos a "níveis nunca vistos antes". Trump diz que Rússia 'não vai atacar a Otan' Na semana passada, Trump afirmou que a Rússia não vai atacar os países-membro da Otan, ao minimizar relatos da imprensa americana de que o chefe da CIA, John Ratcliffe, teria viajado secretamente a Moscou com o objetivo de alertar os russos contra qualquer ofensiva aos aliados. O Kremlin já tinha chamado a versão em circulação nos EUA de "alarmista". — [A Rússia] não vai atacar o território da Otan — disse o presidente ao comentar as alegações, acrescentando que tem mantido "boas conversas" com o presidente russo, Vladimir Putin. Na ocasião, em um programa de rádio, Trump já tinha classificado a ida do diretor como uma "visita de semirrotina", rejeitado qualquer relação com ameaças russas. Fontes ouvidas pelo jornal americano Wall Street Journal apontaram a finalidade da viagem do chefe da CIA a Moscou seria alertar contra um ataque ao território da Otan. Autoridades americanas estariam preocupadas que Putin, pressionado pela guerra na Ucrânia e suas consequências internas e externas, pudesse lançar algum tipo de ação agressiva contra um aliado europeu, disseram as fontes. Com AFP