Presidente americano nega relatos de escassez de armamentos, chama reportagens de 'traiçoeiras' e reage após notícias de que falta de mísseis teria levado à suspensão de novos ataques ao Irã 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente dos EUA, Donald Trump, fala com a imprensa antes de embarcar no Air Force One rumo a Las Vegas, no Aeroporto Internacional de Los Angeles, em Los Angeles — Foto: Jim Watson / AFP O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que os Estados Unidos contam com um amplo estoque de munições e ameaçou com penas de prisão aqueles que sugerem o contrário, em um momento de frustração com a guerra contra o Irã. Em sua plataforma Truth Social, o mandatário republicano atacou as notícias publicadas pela imprensa sobre a queda no estoque de armas. Ele afirmou que os EUA têm "quantidades maciças de 'munições', especialmente de certos tipos", sem revelar mais detalhes. "Além disso, grandes quantidades estão sendo fabricadas e enviadas aos Estados Unidos conforme o necessário. As empresas de defesa estão construindo o maior número de instalações e fábricas na história do nosso país", acrescentou. O jornal Washington Post informou que Trump exigiu resposta sobre a escassez de munições ao chefe do Pentágono, Pete Hegseth, na sexta-feira da semana passada, quando eles participaram de uma reunião de gabinete em Camp David. Trump disse a Hegseth que acreditava que o problema das munições "já tinha sido resolvido", segundo o Post, que citou duas fontes não identificadas que têm conhecimento da conversa. O presidente criticou as reportagens da imprensa. Ele afirmou que "os 'vazadores' das declarações traiçoeiras estão sendo caçados" e que "serão solicitadas penas de prisão de longa duração!". A CNN também informou que a escassez de mísseis guiados de longo alcance e interceptadores de defesa aérea afetou a estratégia de Trump no conflito com o Irã, pois as forças militares americanas "praticamente esgotaram 80%" de suas reservas de interceptadores THAAD. Segundo o Washington Post, a escassez levou Trump a cancelar novos ataques contra o Irã. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, classificou a cobertura sobre a conversa com Hegseth de "FAKE NEWS!". "Eu estava em Camp David com o presidente Trump e o secretário Hegseth. Isso literalmente nunca aconteceu", escreveu no X. O principal porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse que as reportagens sobre a discussão de Trump com Hegseth e sobre a escassez de armas eram "fictícias". O Ministério das Relações Exteriores do Irã negou qualquer negociação em curso com os EUA, apesar de Trump ter afirmado que Teerã está muito interessado em um acordo.
Trump ameaça perseguir e prender quem vazar informações sobre queda de estoques de munições dos EUA
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