'Vamos pedir esse dinheiro, embora com algum atraso', disse presidente americano em publicação nas redes sociais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Volodymyr Zelensky e Donald Trump em encontro ocorrido na Flórida neste domingo — Foto: Alex Brandon/AP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quinta-feira que pediria aos países europeus que reembolsassem os EUA pela ajuda militar e pelas munições enviadas anteriormente à Ucrânia em meio à guerra em curso com a Rússia, e pareceu sinalizar uma suspensão das vendas a países aliados. Em uma publicação nas redes sociais, Trump também criticou relatos de que os estoques de munição dos EUA estariam bastante reduzidos em meio à guerra no Irã, acrescentando que os Estados Unidos estavam aumentando a produção e recompondo seus estoques de munição. “Estamos ficando com elas para nós mesmos, os EUA, em vez de vendê-las a outros, mas as vendas aos aliados serão retomadas em breve”, escreveu Trump. “Centenas de bilhões de dólares foram dados à Ucrânia e à Otan, de graça, dólares que a Europa teria pago — se ao menos tivessem sido solicitados, mas vamos pedir esse dinheiro, embora com algum atraso!”, acrescentou, culpando o governo de seu antecessor democrata, Joe Biden. Trump diz que cobrará da Europa ajuda americana dirigida à Ucrânia — Foto: Reprodução/Truth Social No ano passado, os Estados Unidos e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) desenvolveram a iniciativa Lista de Requisitos Prioritários para a Ucrânia, por meio da qual países europeus pagam pelo fornecimento de armas americanas à Ucrânia. A Reuters noticiou no mês passado que as Forças Armadas dos EUA utilizaram grande parte de seu estoque de mísseis de longo alcance e alta precisão durante a guerra com o Irã, aumentando as preocupações sobre a prontidão militar do país para futuros conflitos. Tanto a guerra na Ucrânia quanto a guerra no Irã — e seus impactos econômicos — podem influenciar a capacidade dos correligionários republicanos de Trump de manter o controle das duas Casas do Congresso dos EUA no próximo ano. Na quinta-feira, os preços do petróleo atingiram novas máximas em seis semanas, com os mais recentes ataques dos EUA ao Irã e as renovadas ameaças de Israel contra Teerã reacendendo as preocupações com interrupções no fornecimento do Oriente Médio, enquanto navios permanecem bloqueados no Estreito de Ormuz. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, tentou na quarta-feira atribuir parte da culpa pelo aumento dos preços do petróleo e da gasolina aos recentes ataques de Kiev contra alvos energéticos russos. “Estamos passando por um choque energético neste momento por causa da guerra na Ucrânia — porque, como vocês sabem, a Ucrânia decidiu explodir instalações de energia e de produtos refinados russos, o que está criando uma pressão de alta sobre os preços em nível global — e também por causa do conflito no Irã”, disse ele à Fox News em entrevista.