Ministro defendeu 'lealdade institucional' e que a Corte enfrente 'problemas reais' no 'tempo certo' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino disse nesta sexta-feira (4) que a Corte é “maior do que qualquer um que a integra” e, por isso, defendeu a “lealdade institucional" que, segundo ele, exige enfrentar os "problemas reais", com o "devido processo legal e no tempo certo”. A declaração foi publicada em seu perfil no Instagram em meio à crise que envolve os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Na publicação, Dino ainda disse que, em momentos de crise, a saída depende de alguns elementos, como a “consulta aos clássicos”. O ministro faz referência à Cícero, filósofo romano, para defender “o poder da palavra, a ponderação, o julgamento racional, a sobriedade e os procedimentos”. “Um país sem instituições jurídicas sólidas é o sonho dos criminosos e abusadores de todos os feitios. E dos equivocados que se acham tão fortes que não precisam do Estado Nacional. Supostamente “se bastam”, por isso estão prontos a tocar lira enquanto Roma arde em chamas”, completou o ministro. Dino escreveu que uma saída para os momentos de crise depende também de “ouvir” e do fator “tempo oportuno”, para que o sistema jurídico não seja um mero “joguete de outros poderes”. Por fim, o ministro disse que, enquanto esses elementos são observados, “seguir julgando os nossos processos judiciais não é autossuficiência ou ‘fingir que não há crise’”, mas fazer com que a “toga fale mais alto do que as armas ou eventuais gritos de hipócritas”. Na quinta-feira, Moraes pediu que Mendonça seja investigado por suposto abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Ele também acusa o colega de quebra da imparcialidade judicial e favorecimento de grupos políticos nas investigações que tratam de um esquema de fraudes em descontos associativos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do escândalo do Banco Master. A solicitação, encaminhada ao presidente do STF, Edson Fachin, foi feita dois dias depois de Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF que citava mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, a um contato atribuído a Moraes. — Foto: Victor Piemonte/STF
STF 'é maior que qualquer um que o integra', diz Dino após crise no STF escalar
Ministro defendeu 'lealdade institucional' e que a Corte enfrente 'problemas reais' no 'tempo certo'












