Enel voltou a pedir à agência reguladora Aneel a anulação do processo de caducidade de sua concessão de distribuição de energia elétrica em São Paulo, ressaltando que não foi feita uma análise estruturada sobre os impactos que a medida teria aos consumidores, segundo as alegações finais da empresa ao regulador na noite de quinta-feira (3).

No documento, apontado pela Aneel como última oportunidade de defesa antes de uma decisão sobre recomendar o término do contrato de concessão paulista, a Enel reitera argumentos já mobilizados anteriormente, como a alegação de que o processo padece de "vícios" e "controvérsias técnicas".

A empresa italiana busca reverter a conclusão da Aneel de que sua distribuidora paulista apresenta "falhas estruturais" na prestação dos serviços.

Segundo a Aneel, a concessionária apresentou desempenho insatisfatório e abaixo da média do setor durante eventos climáticos extremos em 2023, 2024 e 2025, quando milhões de consumidores na região metropolitana de São Paulo foram afetados por interrupções prolongadas de energia.

A Enel voltou a defender que sempre esteve em conformidade com os dois indicadores oficiais de qualidade dos serviços (DEC e FEC globais) que poderiam fundamentar uma recomendação de caducidade.