0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Dívidas — Foto: Arquivo/Agência O Globo A combinação de juros elevados, recuperações judiciais em série e incerteza eleitoral provoca uma situação que, segundo fontes do mercado financeiro, há muito tempo não se via: a rolagem de dívidas corporativas praticamente congelou no Brasil. Empresários estão sendo surpreendidos pela negativa de bancos em rolagens de dívida antes tidas como corriqueiras. Setores mais expostos ao mau humor econômico, como o varejo, estão enfrentando essa barreira de forma linear, independentemente de sua capacidade financeira. — Está cada vez mais difícil para os bancos rolarem. Todo mundo aumentou o provisionamento e está tentando migrar para produtos de crédito mais “colaterizados” (com garantia). Empresas de óleo e gás, que vivem um bom momento, e utilities (prestadores de serviços como água e luz), que têm fluxo de receita garantido, não enfrentam tanto problema, mas o escrutínio para o restante da economia aumentou absurdamente — conta à coluna o CEO de um grande banco internacional sediado na Faria Lima. O problema é que, quando decide não rolar uma dívida, o banco aumenta substancialmente o risco de não receber. Por isso, só o temor do calote vem conseguindo forçar algumas operações. — Eu diria que 80% das rolagens que estão acontecendo só saem porque, se não sair, vai ser ruim para todo mundo — completa a fonte.
‘Acabou o oxigênio’: bancos travam rolagem de dívida e deixam empresas no sufoco
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