Apoiadores se reuniram do lado de fora do tribunal durante audiência de Lida Moniava, comemorando quando ela foi libertada sem necessidade de prisão preventiva adicional 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Diretora de instituição de caridade, Lida Moniava foi condenada a cumprim um toque de recolher e um bloqueio de comunicações na Rússia por post de 2023 criticando o exército — Foto: Igor Ivanko/AFP Um tribunal russo impôs nesta quinta-feira um toque de recolher e um bloqueio de comunicações à diretora de um centro de cuidados paliativos infantil, acusada de espalhar "informações falsas" sobre o exército, em meio à repressão de Moscou contra críticos de sua ofensiva na Ucrânia. Lida Moniava, de 38 anos, fundadora de uma instituição de caridade sediada em Moscou que oferece cuidados paliativos a crianças e jovens adultos, foi presa nesta quarta-feira por causa de uma publicação de 2023 em uma rede social que fazia alusão às elevadas baixas civis na guerra, segundo seu advogado. Um tribunal de Moscou ordenou que ela fosse colocada sob supervisão judicial, proibindo-a de sair de casa das 20h às 8h, de usar a internet ou de falar com testemunhas no caso, disse seu advogado, Mikhail Biryukov. Dezenas de pessoas foram a tribunal apoiar Lida Moniava, diretora de instituição de caridade condenada a cumprir toque de recolher e bloqueio de comunicações na Rússia por post de 2023 criticando o exército — Foto: Igor Ivanko/AFP Dezenas de apoiadores se reuniram do lado de fora do tribunal durante a audiência de Moniava, comemorando quando a respeitada diretora de uma instituição de caridade foi libertada sem necessidade de prisão preventiva adicional — medida frequentemente imposta nesses casos. "Ontem, eles [os investigadores] passaram horas tentando me convencer a me declarar culpada", disse ela após sua comparecimento ao tribunal. "Mas não me sinto culpado. Quero que a guerra termine o mais rápido possível." Veja fotos de uma das maiores ofensivas aéreas da Ucrânia contra a Rússia desde o início da guerra 1 de 10 Fumaça sobe da área da refinaria de petróleo russa Gazprom Neft em Moscou, na periferia sudeste de Moscou, em 18 de junho de 2026 — Foto: AFP 2 de 10 Fumaça toma os céus de Moscou durante bombardeio ucraniano nesta quinta-feira — Foto: AFP X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Pessoas caminham em um parque enquanto fumaça sobe da área da refinaria de petróleo russa Gazprom Neft em Moscou, na periferia sudeste de Moscou, em 18 de junho de 2026 — Foto: AFP 4 de 10 Fumaça sobe da área da refinaria de petróleo russa Gazprom Neft em Moscou, na periferia sudeste de Moscou, em 18 de junho de 2026 — Foto: AFP X de 10 Publicidade 5 de 10 Mulher caminha do lado de fora de um shopping center enquanto fumaça preta sobe da área da refinaria de petróleo da Gazprom Neft, produtora russa, nos arredores de Moscou — Foto: AFP 6 de 10 Fumaça sobe da área da refinaria de petróleo russa Gazprom Neft em Moscou, na periferia sudeste de Moscou, em 18 de junho de 2026 — Foto: AFP X de 10 Publicidade 7 de 10 Pessoas são vistas do lado de fora de um shopping enquanto fumaça sobe da área da refinaria de petróleo russa Gazprom Neft em Moscou, na periferia sudeste de Moscou, em 18 de junho de 2026 — Foto: AFP 8 de 10 Um homem tira fotos de uma ponte sobre o rio Moskva enquanto fumaça sobe da área da refinaria de petróleo russa Gazprom Neft em Moscou, na periferia sudeste de Moscou, em 18 de junho de 2026 — Foto: AFP X de 10 Publicidade 9 de 10 Uma mulher caminha em uma localidade residencial enquanto a fumaça sobe da área da refinaria de petróleo russa Gazprom Neft em Moscou, na periferia sudeste de Moscou, em 18 de junho de 2026 — Foto: AFP 10 de 10 Fumaça sobe da área da refinaria de petróleo russa Gazprom Neft em Moscou, na periferia sudeste de Moscou, em 18 de junho de 2026 — Foto: AFP X de 10 Publicidade Série de ataques ucranianos contou com mais de 500 drones As restrições impostas a ela permanecerão em vigor pelo menos até 30 de outubro, segundo um comunicado do judiciário da capital. Moniava é também a fundadora de um fundo de caridade para crianças doentes que, até recentemente, auxiliava refugiados ucranianos na Rússia. A Anistia Internacional descreveu sua prisão como "mais uma tentativa descarada das autoridades russas de reprimir qualquer expressão de sentimento anti-guerra". Desde que Moscou lançou sua ofensiva em fevereiro de 2022, a polícia russa deteve milhares de pessoas por se manifestarem contra a guerra. Segundo seu advogado, Moniava foi presa por uma postagem no Telegram que marcava o primeiro aniversário da guerra, na qual ela fazia alusão a dados da ONU que apontavam para milhares de vítimas civis.