Ainda segundo o relatório da corporação, Mendonça teria proposto benefício não previsto em lei durante as tratativas da negociação da delação premiada do empresário Maurício Camisotti, um dos principais investigados no escândalo do INSS 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A Polícia Federal afirma em relatório encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes que o ministro André Mendonça tem adotado postura "participativa" nas negociações de colaborações premiadas em andamento nas operações Compliance Zero e Sem Desconto e também que teria direcionado a PF a investigar Moraes e o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). A PF afirma ainda que o ministro teria pedido o "direcionamento de determinados alvos para investigação (Ministro Alexandre de Moraes e Senador Davi Alcolumbre), por motivos pessoais e políticos, inclusive com a indicação prévia das medidas cautelares a serem apresentadas pela Polícia Federal". O trecho do relatório consta de decisão tornada pública nesta noite por Moraes e não traz mais detalhes sobre como teria se dado esse direcionamento. Em relação às colaborações premiadas, o relatório da PF aponta que Mendonça vem adotando postura "participativa" durante as negociações, o que seria irregular já que aos ministros do STF só cabe analisar o acordo após ele ser assinado pelos investigados com a PF e a PGR. "Em reiteradas reuniões, o juízo indagou sobre o estágio das negociações e, em diversas ocasiões, sobre os elementos que estariam sendo trazidos pelos pretensos colaboradores", diz trecho do relatório tornado público por Moraes. "Somam-se a esse registro: relatos de que, em mais de uma reunião, o relator reportou haver conversado com defensores de pretensos colaboradores a respeito das respectivas colaborações, e de que, na última reunião presencial, replicou reclamações por eles formuladas", segue o relatório da PF. Ainda segundo o relatório da corporação, Mendonça teria proposto benefício não previsto em lei durante as tratativas da negociação da delação premiada do empresário Maurício Camisotti, um dos principais investigados no escândalo do INSS. "Após ser exposto que a colaboração de Maurício Camisotti se encontrava em impasse quanto ao benefício – a Procuradoria-Geral da República não reputando proporcional a redução de dois terços da pena proposta pela Polícia Federal, em momento anterior à transferência do caso para a CGRC -, e após ser esclarecido que a atual equipe de coordenação converge com o posicionamento ministerial, o relator teria afirmado que, por não confiar na Procuradoria-Geral da República, poderia aplicar benefícios não previstos em lei a partir de proposição da Polícia Federal, inclusive fora das hipóteses legalmente previstas", diz o relatório tornado público nesta noite. A PF produziu os relatórios sobre a conduta de Mendonça no âmbito do inquérito das “fake news” e por determinação de Moraes, que tornou público o conteúdo e determinou a remessa de todo o material para o presidente do STF, Luiz Edson Fachin, que deve decidir se submete o material ao plenário da corte para avaliar eventual investigação sobre Mendonça. Mendonça — Foto: Victor Piemonte/STF
PF acusa Mendonça de direcionar medidas para investigar Moraes e Alcolumbre e de participar de delações
Ainda segundo o relatório da corporação, Mendonça teria proposto benefício não previsto em lei durante as tratativas da negociação da delação premiada do empresário Maurício Camisotti, um dos principais investigados no escândalo do INSS











