Mais de 900 candidatos às eleições de 2026 em todo o país entraram na mira do Ministério Público Eleitoral (MPE), que contesta desde problemas na filiação partidária até condenações criminais ou por abuso de poder político.

Os casos ainda serão analisados pela Justiça Eleitoral. Além disso, parte deles está atrelada a um julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre mudanças na Lei da Ficha Limpa feitas pelo Congresso Nacional no final de 2025.

A Lei Complementar 219 encurtou o tempo de inelegibilidade de políticos condenados. Por isso, a nova regra foi questionada pela Rede Sustentabilidade. O assunto deve ser julgado pelo STF entre os dias 11 e 18 de setembro, a menos de um mês para o primeiro turno das eleições, em 4 de outubro.

A decisão dos ministros pode afetar candidaturas como a do primeiro parlamentar cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por divulgar fake news, Fernando Francischini (PL), que agora tenta uma vaga na Câmara dos Deputados.

Em 2018, no dia da eleição, ele fez uma live na qual dizia que duas urnas estavam fraudadas e e não aceitavam votos no então candidato à Presidência Jair Bolsonaro, o que não era verdade.