O governo de São Paulo suspendeu o leilão de um terreno de quase 10 mil m² no Butantã, na zona oeste da capital, que moradores da região reivindicam há anos para a criação de um parque público. A área, que seria leiloada pela SPPrev, autarquia estadual responsável por gerenciar as aposentadorias e pensões de servidores públicos, tinha lance mínimo de R$ 14 milhões.

O terreno, na rua Mário Maglio, no bairro Caxingui, pertence à SPPrev e está desocupado e sem edificações. O laudo técnico elaborado para o Estado aponta 9.651 m² e registra a presença de vegetação arbórea densa, com árvores de médio e grande porte.

Moradores e entidades ambientais haviam contestado a alienação. A Associação de Amigos e Moradores do Instituto Previdência (Amor-Previ) afirma que o local é um remanescente de Mata Atlântica e está previsto como parque urbano desde o Plano Diretor Estratégico de 2014, classificação mantida na revisão de 2023.

A entidade encaminhou nesta terça-feira (1º) ofício à Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente pedindo a edição de um Decreto de Utilidade Pública para a área. A medida, segundo a associação, permitiria resguardar o terreno até a implantação do parque.

A área é classificada como Zepam (Zona Especial de Proteção Ambiental), destinada à preservação e recuperação de áreas de interesse ecológico, paisagístico e ambiental. O próprio laudo da SPPREV estabelece coeficiente de aproveitamento máximo de 0,1 para o imóvel.