A Bancada Feminista do PSOL na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) protocolou uma ação popular na Justiça de São Paulo que pede a suspensão da inclusão do Memorial da América Latina no PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), iniciativa do governo estadual voltada à estruturação de concessões e parcerias com a iniciativa privada.
A ação questiona a Resolução SPI (Secretaria de Parcerias em Investimentos) nº 062, publicada em maio deste ano. O governo paulista colocou o Memorial na lista de projetos que podem ser concedidos à iniciativa privada para exploração, manutenção e adequação. A decisão também afeta o Palacete Franco Mello (Casarão da Paulista) e a Casa das Retortas, no Brás.
As autoras argumentam que a medida foi tomada sem consulta à direção da Fundação Memorial da América Latina, ao Conselho Curador e às instituições acadêmicas que participam da governança da entidade. Em 19 de maio, cinco dias após a publicação da resolução, a fundação afirmou à Folha que tomou conhecimento da medida somente após o contato da reportagem.
Procurada, a SPI reforçou a relevância cultural, acadêmica e histórica do Memorial da América Latina e informou que "promove estudos técnicos de viabilidade de modelos de gestão que garantam sustentabilidade e ampliem o alcance das atividades do equipamento."






