O Tribunal de Justiça de São Paulo pautou para a próxima quinta-feira (6) o julgamento da ação na qual o Ministério Público acusa a construtora Tegra e a Prefeitura de São Paulo de terem promovido ilegalmente o corte de árvores no chamado Bosque dos Salesianos, no Alto da Lapa, zona oeste da capital paulista.

O caso será analisado oito meses depois de o próprio tribunal determinar a paralisação das obras no local. A decisão, de dezembro do ano passado, suspendeu "qualquer corte, poda, supressão ou manejo arbóreo" nos Salesianos, área para a qual está prevista a construção de duas torres residenciais.

O TCA (Termo de Compromisso Ambiental) firmado entre a gestão Ricardo Nunes (MDB) e a Tegra previa a supressão de 118 árvores do local, "sendo 92 delas invasoras, exóticas e mortas" e plantio compensatório de cerca de 1.700 árvores nativas na região.

Num processo marcado por reviravoltas, o caso se arrasta desde 2024.

O terreno fazia parte da Unisal (Centro Universitário Salesiano de São Paulo), que o vendeu para a incorporadora Tegra em maio de 2024. O valor do negócio estaria na casa dos R$ 95 milhões.