A inflação dos alimentos teve a 11º queda semanal em São Paulo, com a taxa ficando em 0,18% em agosto. Das dez principais retrações de preços no Índice de Preços ao Consumidor, seis são do setor agrícola, segundo pesquisa da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).
O comportamento dos preços no varejo seguem a tendência de queda no campo. Itens básicos como feijão, ovos, café, batata, cebola, tomate e alface tiveram oferta maior no mercado, com consequente redução de preço.
As principais quedas vieram dos produtos "in natura". O clima mais favorável à produção e o calor intenso, forçando a antecipação da colheita, provocam a retração dos preços no setor. O preço do tomate caiu 10% no mês passado no varejo; o da batata, 21%; o da cebola, 13%, e o da altace, 8%.
O café, depois da explosão de alta nos anos anteriores, mantém tendência de queda no varejo. No campo, a saca do arábica recuou de R$ 2.180, no início deste ano, para R$ 1.480 em junho. Preocupações com seca e o El Niño fizeram o valor da saca subir para R$ 1.771 no mês passado, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).
O feijão, que começou 2026 com pressão de alta, está em queda no varejo, devido à maior oferta da leguminosa na safra recente. Em agosto, o quilo de feijão caiu 5% nos supermercados, mas ainda acumula alta de 37% no ano, devido aos aumentos do início do ano.







