Procure quem não foi a fóruns de Lisboa, não participou de festa em Trancoso, degustação de uísque e charuto em Londres; quem declinou convite à amizade de Vorcaro, Esteves, irmãos Batista, bet-boys; quem evitou frívolas trocas de WhatsApp terminadas em "kkk" com os novos amigos ricos.

Procure agora quem não tem empreendimento privado financiado por empresa interessada no tribunal; ou instituto que vende serviços ao poder público; quem não pegou "carona" em aviões particulares, quem não frequentou camarotes em Mônaco ou em jogo do Real Madrid.

Quão tardia foi a percepção pública da gravidade?

Procure ainda quem não tem parente-advogado enriquecendo através da remuneração de sete a oito dígitos gerada pelo pedágio da família, esse modelo de acesso cordial à Justiça; procure os "advogados-brokers", que entram repentinamente no caso, com ou sem procuração, em parceria com advogados originários da causa, para dar outra velocidade e direção ao processo; pergunte quais qualidades os brokers dispõem para acelerar ou desacelerar ações conforme o cliente.

Procure, enfim, a compostura, a discrição e a linha entre o público e o privado nos tribunais superiores. Aproveite a viagem e fuce também na PGR.