Em 16 de agosto, Donald Trump anunciou uma redução significativa nos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. Em 19 de agosto, anunciou o que, cinco dias depois, viria a ser chamado de "Operação Pária Econômico" contra o Irã, definida como um esforço para "cortar as linhas de sustentação econômica que mantêm o regime iraniano". Em 21 de agosto, as negociações comerciais dos EUA com o Canadá fracassaram, depois que os americanos fizeram novas exigências que limitariam a liberdade canadense de fechar acordos comerciais com outros países e de manter suas regras de proteção à língua francesa. Em 28 de agosto, Trump anunciou "O maior acordo de petróleo da história mundial!", que daria aos EUA controle de 55% da produção de uma nova empresa venezuelana destinada a desenvolver 17 campos com um "potencial comprovado" de 65 bilhões de barris.

É um esforço impressionante em apenas duas semanas. O comportamento, em si, não é surpreendente. Mas ele revela o tipo de mundo em que Trump acredita. É um mundo em que os EUA não têm aliados, mas satélites; um mundo em que os EUA podem fazer o que quiserem, quando quiserem e com quem quiserem; um mundo em que só o poder importa; e, acima de tudo, um mundo em que os EUA acreditam ser os únicos detentores do poder, concentrado nas mãos de um homem que, não por acaso, é um valentão.