O presidente dos EUA, Donald Trump, fotografado a bordo do Air Force One — Foto: Alex Wong/Getty Images/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/05/2026 - 10:35 "Trump usa sinais ambíguos com o Irã, afetando mercado global" Donald Trump utiliza sinais contraditórios como estratégia na guerra contra o Irã, gerando oscilações nos preços do petróleo e ativos, o que pode beneficiar grandes investidores. Enquanto declarações indicam um possível acordo de paz, ameaças persistem, mantendo a instabilidade. O fim do conflito é desejado por seu potencial de aliviar tensões globais e impulsionar a economia, especialmente às vésperas das eleições de meio de mandato nos EUA. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A declaração de Donald Trump de que o acordo para o fim do conflito com o Irã estaria próximo, e de que estariam sendo discutidos os detalhes, levou o petróleo a cair abaixo dos US$ 100. A economia mundial se agarra à possibilidade de término da Guerra do Oriente Médio, que já dura três meses e tem provocado muitos distúrbios globalmente, o que explica a grande expectativa pelo fim do conflito. No entanto, é da natureza de Trump e de seu governo emitirem sinais contraditórios e ambíguos. Na manhã desta segunda-feira, a manchete do jornal Financial Times traz uma declaração de Marco Rubio, secretário de Estado americano, de que ou se consegue um bom acordo ou se alcançará o fim da guerra “por outro meio”, another way. Rubio não disse, porém, qual seria esse outro meio. Ficou a ameaça no ar. O trumpismo gosta de deixar sempre essa ambiguidade. Isso faz oscilarem os preços do petróleo e dos ativos, e eles aparentemente lucram com essas oscilações. Ganha-se muito dinheiro exatamente quando há oscilação. Quem perde dinheiro é quem tem pouco investimento. Trump é um grande investidor. Portanto, não se pode descartar que esse seja um movimento deliberado. Mas certamente essa ambiguidade é usada também como arma de guerra. A dupla fala, a ideia de proximidade do acordo para, em seguida, voltar a fazer ameaças e dizer que não há pressa, como declarou Trump, é parte desse jogo de deixar o inimigo, no caso o Irã, sempre na instabilidade, sem ter certezas. O cenário de fim da guerra é muito promissor para todo mundo, inclusive para a economia americana. Isso porque, encerrado o conflito, espera-se que, em 30 dias, o comércio pelo Estreito de Ormuz esteja restabelecido. Isso reduz o clima de tensão global e também a pressão inflacionária, que tem perturbado a economia mundial e, especialmente, a dos Estados Unidos, afetando em cheio a popularidade do presidente americano. Esse pode ser um incentivo para o encerramento do conflito às vésperas das eleições de meio de mandato. Trump já observa os efeitos nocivos da guerra, inclusive no Senado, onde, apesar de ter maioria, vem enfrentando dificuldades. Na semana passada, por exemplo, surgiu a proposta de criar um fundo para pagar supostos perseguidos pela Receita americana. A semana abre com uma certa esperança sobre o fim da guerra no Golfo Pérsico, ainda que seja preciso ficar atento a esses sinais ambíguos dados pelo governo americano. A verdade é que Trump pensou que faria um passeio pelo Irã, mas está há três meses encalacrado nessa guerra. Foi necessário promover uma escalada, enviar mais homens e mais armas, e ele tem perdido para o cenário de domínio fácil que havia traçado como maior potência militar do planeta. Trump não esperava tanta resistência por parte do Irã, que sai dessa guerra fortalecido. Afinal, controlar o Estreito de Ormuz, até aqui era uma ameaça hipotética, mas virou a mais estratégica arma de guerra iraniana, com repercussão global. O Irã amadureceu como inimigo. Essa guerra não é boa para o Irã, mas representou uma derrota para todo o mundo, em particular para os Estados Unidos.
Trump usa sinais contraditórios como arma de guerra
Trump usa sinais contraditórios como arma de guerra














