Ao declarar um "Dia D econômico" para o Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, recorrem a mais uma estratégia para tentar encontrar uma saída a uma aventura militar que deu errado. No processo, eles estão invertendo a abordagem habitual para pressionar adversários a se submeterem à vontade de Washington.

Normalmente, a Casa Branca aborda um problema como o desmantelamento do programa nuclear iraniano com diplomacia direta. Se isso não leva a lugar algum, as autoridades acrescentam sanções econômicas, introduzindo um elemento de coerção. A ação militar é o último recurso, e somente se o presidente determinar que vale a pena arriscar vidas americanas.

Mas Trump saltou de uma breve rodada de diplomacia para a etapa dos bombardeios com o objetivo de forçar o Irã a abrir mão de seus estoques de 11 toneladas de urânio enriquecido e, talvez, provocar o colapso do regime.

Os ataques fracassaram em ambos os objetivos, ao custo de 18 vidas americanas, centenas ou milhares de iranianos mortos e uma conta que analistas independentes estimam em mais de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 515 bilhões), embora as estimativas do Pentágono sejam menores.