O Irã desafiou nesta segunda-feira (24) a ameaça dos Estados Unidos de ampliar a pressão econômica sobre Teerã e alertou que países que aderirem à campanha de Washington poderão sofrer consequências.

Na véspera, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, publicou um artigo no jornal Financial Times que dizia que o país estava colocando em prática "a maior ofensiva financeira já organizada contra um adversário" e classificou a iniciativa como um "Dia D econômico".

Bessent deve detalhar nesta segunda as novas sanções americanas contra o regime persa. No X, afirmou que a medida ocorria depois que os EUA "desmantelaram as capacidades militares do Irã, destruíram quase 100% de suas fábricas militares e enterraram seu programa nuclear".

Em resposta, o vice-chanceler Kazem Gharibabadi afirmou que "a narrativa não faz sentido". "Vocês dizem que o poder militar do Irã foi ‘desmantelado’, que 100% de suas fábricas militares foram ‘destruídas’ e que seu programa nuclear foi ‘enterrado’", afirmou.

No entanto, acrescentou, a ação contra o Irã exige a mobilização de "todas as instituições e poderes" de Washington. "Isso é uma vitória ou o reconhecimento da derrota dos EUA?", questionou.