Novas informações reveladas nesta terça-feira 1º ampliaram o conjunto de evidências sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

A íntegra do material deixou de ser sigilosa nesta tarde, por ordem do ministro André Mendonça, que apontou como “caminho inevitável” o envio do caso ao plenário do STF. O ministro encaminhou à Procuradoria-Geral da República o relatório, com prazo de cinco dias para manifestação.

A interlocução entre os dois, segundo o material colhido pela PF, ocorria principalmente por imagens de visualização única transmitidas via WhatsApp, que continham capturas de tela de textos. Supostas respostas de Moraes não puderam ser recuperadas.

O material, ao qual CartaCapital teve acesso, aponta que Vorcaro perguntou diretamente a Moraes, em 15 de novembro de 2025, dois dias antes de ser preso pela primeira vez, se deveria deixar o País. “Acha que segunda já tenho que estar fora?”, escreveu o banqueiro, segundo mensagens recuperadas pela PF. Na sequência, fez outras perguntas ao ministro: “Aquele mesmo juiz Ricardo? E o Galípolo tá sabendo? Conseguimos fazer algo?”. No dia seguinte, voltou a consultar Moraes: “Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?”. Pouco antes de ser preso, em 17 de novembro, Vorcaro ainda escreveu ao ministro: “Conseguiu ter notícia ou bloquear?”.