'Não faz sentido a gente colocar as coisas em pratos desiguais, que essa decisão possa ser revista no plenário rapidamente para não prejudicar o candidato', falou o governador de São Paulo, que tenta a reeleição 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, durante visita a obra de hospital na Zona Oeste de São Paulo — Foto: Caiuá Maia/Divulgação Campanha Tarcísio de Freitas O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), prestou solidariedade ao candidato à presidência da República Renan Santos (Missão), que teve as redes sociais suspensas e foi proibido de realizar atos de campanha pelo ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Tarcísio, independentemente do representante do Missão fazer ou não críticas a Flávio Bolsonaro (PL), seu aliado político que também concorre ao Planalto, ele "merece ter espaço e fazer campanha". — Quero manifestar minha solidariedade ao Renan Santos. Não faz sentido a gente colocar as coisas em pratos desiguais. Que essa decisão possa ser revista no plenário e revista rapidamente para não prejudicar o candidato — disse o governador, durante coletiva de imprensa após visitar as obras de um hospital na Lapa, Zona Oeste de São Paulo. Para Tarcísio, que tenta a reeleição ao governo paulista, a liberação para Renan retomar os atos de campanha é uma "questão de justiça". — Ele pode ser crítico sim, mas merece falar, merece ter espaço, merece fazer a sua campanha. Então, o que é justo? É que ele possa fazer a sua campanha. Uma coisa que a gente tem que observar é se outros candidatos que passaram exatamente pelo mesmo problema estão tendo o mesmo tratamento. É uma questão de democracia, de dar paridade de armas para ele poder realmente se manifestar, ainda que de forma crítica. O fato de ser crítico não significa que ele não possa se manifestar e que ele não tem o direito de fazer a campanha — acrescentou. A decisão de Toffoli, que ainda não passou por deliberação colegiada no plenário do TSE, impede Renan de participar de debates em rádio, televisão e outros meios de comunicação, suspende o acesso da chapa majoritária a recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e proíbe propaganda eleitoral por meio de perfis e endereços eletrônicos que não tenham sido informados à Justiça Eleitoral dentro do prazo. A liminar foi proferida após o ministro apontar que a campanha de Renan havia informado à Justiça Eleitoral perfis usados para propaganda somente depois do registro da candidatura. Ao apresentar o pedido de registro, a chapa havia informado dois canais. Doze dias depois, comunicou outros 16 perfis. Segundo Toffoli, uma das contas informadas posteriormente tinha 2,4 milhões de seguidores e já vinha sendo utilizada para propaganda eleitoral. Para o ministro, a comunicação tardia não poderia ser tratada como uma simples falha documental porque os perfis permaneceram sujeitos aos mecanismos de recomendação das plataformas enquanto não haviam sido informados à Justiça Eleitoral. Nesta segunda-feira, horas após a decisão de Toffoli, Flávio saiu em defesa de Renan e acusou censura na decisão, associando o caso com a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usasse as redes sociais. “Espero que o candidato Renan Santos restabeleça sua candidatura. O Presidente Jair Bolsonaro está com suas redes sociais bloqueadas há mais de um ano e a censura não pode mais ser banalizada no Brasil!”, escreveu Flávio em suas redes sociais, acompanhado por uma imagem de um boneco de Jair Bolsonaro com a boca coberta por um papel com a inscrição “falem por mim”.
Tarcísio pede que decisão de Toffoli contra Renan Santos seja revista e diz que ele ‘merece ter espaço e fazer campanha’
'Não faz sentido a gente colocar as coisas em pratos desiguais, que essa decisão possa ser revista no plenário rapidamente para não prejudicar o candidato', falou o governador de São Paulo, que tenta a reeleição









