Governador e candidato à reeleição afirma se tratar de ilação e nega favorecimento à empresa ligada a ex-banqueiro; Haddad explora caso na TV 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Governador Tarcísio de Freitas, ao lado de Flávio Bolsonaro, em agenda de campanha em São Carlos, interior de SP — Foto: Caiuá Maia/Divulgação Campanha Tarcísio de Freitas O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), negou nesta sexta-feira (4) que sua campanha ao governo paulista em 2022 tenha recebido doações irregulares ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, como consta da proposta de delação do dono do extinto Banco Master. A jornalistas, o candidato à reeleição afirmou que o teor do acordo é "absurdo" e "meio ridículo". Seu adversário na disputa, o ex-ministro Fernando Haddad (PT) explorou o episódio na propaganda eleitoral na TV. Segundo reportagem do portal UOL, de quinta-feira (3), Vorcaro afirmou em sua proposta de acordo de relação premiada que os R$ 2 milhões doados para a campanha de Tarcísio, em 2022, eram negociação de propina. A doação foi feita em nome de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. A negociação, de acordo com a versão do ex-banqueiro, foi intermediada por Gilberto Kassab, presidente do PSD e atual candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado (PSD). A contrapartida seria a manutenção do vínculo do Credcesta, cartão de crédito consignado para servidores, com o governo paulista. O Credcesta é administrado por uma empresa ligada ao Banco Master, a PKL One Participações. A jornalistas nesta sexta-feira, Tarcísio afirmou que o Credcesta foi credenciado em 2022, ainda durante o governo João Doria, e que se trata de um serviço regulado pelo Banco Central. Segundo ele, a empresa responsável foi descredenciada assim que o Banco Master foi liquidado, no ano passado, e outras 217 empresas oferecem serviço semelhante. Tarcísio disse ainda não se tratar de um contrato, mas um credenciamento, o qual não pode ser negado a empresas que cumprem os requisitos do Banco Central. Tarcísio afirmou ainda que seria "absurdo" e "meio ridículo" imaginar que ele receberia propina pra beneficiar uma empresa já credenciada e já em operação. "Para quem conhece o regime de consignação, sabe que a gente está falando, de atos que são vinculados, [que] independem da vontade do Estado", afirmou. "Assim, não faz o menor sentido", acrescentou. As declarações foram feitas durante agenda de campanha em São Carlos, no interior de São Paulo, onde caminhou ao lado do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL). A proposta de delação de Vorcaro, que está preso desde março, foi rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Em declaração a jornalistas na quinta-feira (3), quando a reportagem foi publicada, o governador classificou as falas do ex-banqueiro de "ilação", disse que não houve favorecimento à PKL e que nunca teve contato com Vorcaro ou com Zettel. "Veja se eu apareço em alguma comunicação deles, se eu estou no celular deles, se tem um áudio meu, se tem alguma coisa. Nada. Quantas agendas eles tiveram no governo do Estado de São Paulo? Nenhuma. Então, é uma coisa que não faz o menor sentido, é um absurdo essa ilação", afirmou, durante ato de campanha em Indaiatuba. Em resposta ao UOL, Kassab também negou envolvimento com o ex-banqueiro e com as doações mencionadas por ele. Em seu depoimento, Vorcaro também citou a campanha de Jair Bolsonaro, que recebeu R$ 3 milhões de Fabiano Zettel. "Eu nem apoiei o Bolsonaro para presidente, não é? E nunca tive nenhuma relação com Vorcaro, muito menos com doação para a campanha vinculada a eles. Portanto, que se apure, vocês vão ver que é fantasioso, isso não existe. Uma ilação ou uma ação de má-fé, estou muito tranquilo", declarou ao portal. Haddad explora caso na TV Adversário de Tarcísio na eleição ao governo de São Paulo, Fernando Haddad usou os 30 segundos finais de seu horário eleitoral gratuito para dar destaque à reportagem sobre as suspeitas levantadas por Daniel Vorcaro. A peça exibiu trechos da reportagem e acrescentou: "A população de São Paulo exige respostas".
Tarcísio diz que suspeita de propina de Vorcaro para sua campanha 2022 é absurda
Governador e candidato à reeleição afirma se tratar de ilação e nega favorecimento à empresa ligada a ex-banqueiro; Haddad explora caso na TV














