[RESUMO] Economista indica três frentes em que o Brasil deve atuar em meio à consolidação da onda tecnológica da inteligência artificial: defesa de uma governança democrática que impeça o domínio de poucas empresas e Estados autoritários, fortalecimento do uso da tecnologia pelo país, em vez da aposta na criação de empresas para competir com companhias dos EUA e da China, e implementação de políticas públicas para a construção de data centers.
Há mais de um século, economistas passaram a considerar que a economia mundial era movida por avanços tecnológicos. Entre esses economistas, o mais famoso é Joseph Schumpeter, que dizia que, mais ou menos a cada 60 ou 70 anos, o mundo é completamente transformado por inovações que trazem um aumento de produtividade enorme. Ele chamou esse fenômeno de onda tecnológica.
Estamos vivenciando neste momento o final da onda da tecnologia da informação, a quinta, e, ao mesmo tempo, assistindo ao início da sexta, aquela em que máquinas e sistemas passarão, devido à sua capacidade imensa, a realizar tarefas antes exclusivas dos humanos. Estamos, portanto, no limiar da onda da inteligência artificial.
Há um tema que antecede toda discussão sobre a tecnologia, que certamente vai nos afetar e que precisa ter o Brasil como protagonista: a governança da IA.








