A inteligência artificial avança em ritmo acelerado e promete elevar a produtividade, acelerar a inovação e transformar a economia.

Mas essa revolução digital depende de uma base concreta: investimento em chips avançados, data centers, energia confiável e abundante e profissionais altamente qualificados.

É nesses terrenos que se trava a disputa tecnológica entre Estados Unidos e China. Os americanos lideram as ferramentas de IA e concentram as empresas que desenvolveram os principais modelos de fronteira, como OpenAI, Google, Anthropic e Meta. Também dominam a cadeia de semicondutores avançados indispensáveis à nova economia digital.

A China, por sua vez, acelera investimentos em infraestrutura energética e na própria indústria tecnológica para reduzir a dependência do Ocidente e disputar esse mercado.

O impacto da IA sobre o emprego e a renda ainda é incerto. Revoluções tecnológicas anteriores criaram mais ocupações do que eliminaram, mas a velocidade e a abrangência da inteligência artificial tornam essa transição diferente. Sua adoção em larga escala exigirá trabalhadores capazes de operar, adaptar e desenvolver essas ferramentas.