O consumo das famílias brasileiras recuou 0,4% no segundo trimestre de 2026, frente aos três meses imediatamente anteriores, apontam dados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados nesta terça-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A taxa veio após a alta de 0,8% registrada na mesma base de comparação no primeiro trimestre. O consumo das famílias responde por quase 65% do PIB sob a ótica da demanda por bens e serviços. A última queda no indicador ocorreu no terceiro trimestre de 2025.

Os investimentos produtivos, medidos pela FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo), tiveram alta de 1,2% no segundo trimestre. O desempenho sinaliza perda de ritmo depois do crescimento verificado nos três meses iniciais de 2026 (3,4%).

O segundo trimestre foi marcado pelos juros altos para conter a inflação no país. Esse cenário dificulta os investimentos de empresas e o consumo de parte dos bens e serviços pelas famílias. O endividamento dos brasileiros representou uma trava adicional para o consumo.

O mercado de trabalho, por outro lado, seguiu mostrando sinais de força. O governo Lula (PT) também apostou em medidas de estímulo à economia em uma tentativa de impedir uma desaceleração mais forte antes das eleições.