Primeira Turma do STF vai analisar no plenário virtual embargos da Defensoria contra pena de quatro anos e dois meses por coação no curso do processo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O deputado federal Eduardo Bolsonaro discursa na Câmara — Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados/03-07-2024 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou o julgamento de um recurso apresentado pela Defensoria Pública da União (DPU) contra a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. Os embargos de declaração serão analisados pela Primeira Turma do STF no plenário virtual entre os dias 11 e 18 de setembro. Eduardo Bolsonaro foi condenado por unanimidade pela Primeira Turma em junho. O colegiado acompanhou o voto de Moraes, relator da ação penal, e entendeu que o ex-deputado atuou para intimidar o Supremo e interferir no julgamento da ação penal em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Segundo a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo fez declarações públicas e atuou nos Estados Unidos em busca da imposição de sanções contra autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF, e de medidas econômicas contra o Brasil. Para a Primeira Turma, essas iniciativas tiveram como objetivo pressionar a Corte em razão do processo contra Jair Bolsonaro. Ao votar pela condenação, Moraes afirmou que as manifestações de Eduardo coincidiram com momentos relevantes do processo contra o ex-presidente e demonstraram uma tentativa de coagir os ministros. Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino acompanharam o relator. A pena foi estabelecida em quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, além de 50 dias-multa, no valor de dois salários mínimos cada. A decisão também declarou a inelegibilidade de Eduardo, da data da condenação até oito anos após o cumprimento da pena, e determinou a perda de seu cargo de escrivão da Polícia Federal. Como Eduardo não indicou advogado no processo, a defesa ficou a cargo da DPU. Durante o julgamento, a Defensoria sustentou que a acusação confundia a capacidade de articulação política do ex-deputado com poder de coação. Também argumentou que Eduardo não tinha poder para decidir sobre a política externa dos Estados Unidos e que suas manifestações estavam protegidas pela imunidade parlamentar. Os argumentos foram rejeitados pela Turma.
Moraes marca julgamento de recurso contra condenação de Eduardo Bolsonaro para setembro
Primeira Turma do STF vai analisar no plenário virtual embargos da Defensoria contra pena de quatro anos e dois meses por coação no curso do processo








