Empresas de whey protein no Brasil podem ter de recorrer a proteínas de outras origens para suprir a demanda, avalia Marcelo Bella, presidente da Abenutri (Associação Brasileira de Empresas de Produtos Nutricionais). Ele cita a proteína de carne, de levedura, vegetais (como ervilha) e as produzidas em laboratório por fermentação como alternativas. Esta última, diz o dirigente, já permite obter um produto com alto valor biológico fora do soro do leite.
"O desafio de conseguir a matéria-prima com mais disponibilidade e a um preço menor tem se agravado e ficado cada vez mais difícil. A demanda por whey vai continuar alta, mas a oferta vai seguir a mesma porque não haverá expansão de fábrica", afirma Bella.
O Brasil é responsável por cerca de 60% do consumo de proteína do soro do leite na América do Sul e a categoria cresceu a um ritmo médio de 8% ao ano entre 2020 e 2025, segundo dados da consultoria Mordor Intelligence.
No mercado internacional, o preço da tonelada do concentrado de whey com 80% de proteína subiu em até 105% em um ano, diz a StoneX. No Brasil, neste ano, chegou a 120%.
Não haverá inauguração de fábricas no país em 2026. Nova unidade da Soy Ouro entra em operação no primeiro trimestre de 2027. Até dezembro do próximo ano, a Piracanjuba também deve aumentar a oferta do produto. A Abenutri vê que o equilíbrio entre oferta e demanda vai ocorrer no segundo semestre de 2027.







