O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (31) que o Brasil deverá registrar superávits primários crescentes e recorrentes a partir de 2027 e defendeu que o próximo passo da política econômica seja reduzir o ritmo de expansão das despesas obrigatórias.

A declaração foi feita durante o painel "Cenário Econômico" do Macro Day 26, evento promovido pelo BTG Pactual, em conversa com Mansueto Almeida, sócio e economista-chefe do banco.

Segundo Durigan, a agenda fiscal do governo deve se apoiar em sete frentes, entre elas o cumprimento das metas de resultado primário, o fortalecimento do arcabouço fiscal, o controle do gasto obrigatório e a revisão de benefícios tributários.

O ministro disse que o governo pretende chegar a esse resultado sem abandonar políticas sociais, mas com maior eficiência na concessão e no acompanhamento dos benefícios.

Durigan também afirmou que o principal desafio econômico do país neste momento é reduzir a taxa de juros. Para ele, o custo elevado do dinheiro prejudica o Tesouro Nacional, as famílias, as empresas e os agricultores.