A Justiça do Rio de Janeiro determinou medidas protetivas contra o maestro Marco Aurélio Xavier, fundador e ex-regente das Meninas Cantoras de Petrópolis, após ex-integrantes do coral relatarem abusos sexuais, psicológicos e morais cometidos ao longo de décadas.

As denúncias foram reveladas pela revista piauí, em junho e agosto.

O grupo, que existiu entre 1976 e 2016, foi um dos mais tradicionais e renomados do país, sendo o primeiro coral formado exclusivamente por vozes infantojuvenis femininas, com integrantes de 5 a 15 anos.

A decisão, da 3ª Vara de Garantias de Petrópolis, foi obtida pela Defensoria Pública do Rio, que atua em defesa das ex-coralistas. O órgão divulgou as medidas nesta quinta-feira (27).

A Folha procurou Xavier para comentar as acusações, a decisão e a investigação, mas não conseguiu localizar o ex-maestro ou seu advogado. O processo tramita sob sigilo, e Xavier apagou o perfil no Instagram em que havia publicado manifestações sobre o caso.