A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o ex-professor da Faculdade de Direito da USP Alysson Leandro Barbate Mascaro, acusado de estupro, assédio sexual, importunação sexual e outros supostos crimes relatados por ex-alunos e ex-orientandos.
Na mesma decisão, a juíza responsável pelo caso concedeu medidas protetivas a uma das vítimas e determinou a preservação da identidade de todos os denunciantes e suas testemunhas.
Em despacho assinado neste domingo (21), a magistrada Érica Aparecida Ribeiro Lopes e Navarro Rodrigues, da 22ª Vara Criminal da Barra Funda, afirmou que a denúncia está formalmente regular e que há elementos suficientes para o início da ação penal. Com isso, as partes serão ouvidas em audiências até uma decisão judicial para o caso.
Por volta das 17h desta segunda-feira (22), a reportagem procurou a defesa de Mascaro por telefonema e mensagem, mas não houve resposta até a publicação deste texto. Em contatos anteriores, seus advogados afirmaram que as acusações são infundadas e que seu cliente seria alvo de calúnia.
Segundo a juíza, em análise preliminar do caso, "há o relato das vítimas e testemunhas a evidenciar os fatos descritos na denúncia". Rodrigues acrescentou não vislumbrar nenhuma das hipóteses legais que autorizariam a rejeição da acusação. Com isso, Mascaro passa à condição de réu e deverá apresentar defesa por escrito.











