Postagem divulgam um boletim de ocorrência registrado contra Renan em 2021 por violência doméstica e estupro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente do Missão, Renan Santos, fundador do MBL — Foto: Reprodução / Redes Sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/06/2026 - 17:54 Justiça de SP mantém postagens sobre acusações contra Renan Santos A Justiça de São Paulo negou o pedido de Renan Santos para remover postagens nas redes sociais que o acusam de estupro e violência doméstica. Renan, pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, alegou que as publicações são falsas e prejudiciais à sua imagem. A decisão destaca a proteção à liberdade de expressão e a necessidade de análise mais profunda das provas. As postagens referem-se a um boletim de ocorrência de 2021, que não resultou em processo criminal. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Justiça de São Paulo negou, em primeira e segunda instâncias, pedidos de Renan Antonio Ferreira dos Santos, pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, para remover das redes sociais publicações que mencionam um boletim de ocorrência registrado em 2021. No documento, uma mulher o acusa de estupro e violência doméstica. A apuração é do portal g1. A ação foi movida contra pessoas físicas e também contra as empresas X, Facebook e Meta. Segundo o processo, Renan Santos afirma ser alvo de publicações que o associam à prática do crime de estupro. Ele sustenta que os conteúdos divulgam acusações falsas, omitem deliberadamente sua alegada absolvição judicial e reproduzem documento sigiloso que teria sido obtido por meios ilícitos. A assessoria do Partido Missão afirmou ao g1 que o "episódio em questão diz respeito a uma acusação que não prosperou, tendo sido posteriormente arquivada, após o depoimento da própria denunciante e a análise das autoridades competentes". "A divulgação de uma imputação de crime sem contextualizar seu arquivamento acaba gerando um dano irreversível à honra e à imagem da pessoa envolvida, além de não contribuir para um debate de interesse público", enfatizou. De acordo com os autos, as publicações questionadas circulam no X e em plataformas da Meta e são atribuídas, no processo, a JR Freitas, que é Elias Pereira Freitas da Silva Junior, que se apresenta como pré-candidato a deputado estadual pelo PSOL e como lutador pelos trabalhadores sem direitos. Além dele, também são alvos dos processos os responsáveis pelos perfis como “Amandinha”, “Espaço Brasil”, @oSidSamora e Leonardo dos Reis Adorno Becker Grandini. Entre os pedidos apresentados, estavam a remoção das publicações em até 24 horas, a retirada de conteúdos semelhantes, a suspensão de perfis apontados como responsáveis pela divulgação e a proibição de novas postagens com teor semelhante. Pedido negado A primeira decisão foi proferida pela 45ª Vara Cível do Foro Central Cível de São Paulo, em 12 de maio de 2026, quando o juiz Fabio Evangelista de Moura negou o pedido de tutela de urgência. O magistrado afirmou que a retirada de conteúdos em redes sociais "é medida excepcional" e só deve ocorrer em casos de evidente violação de direitos, diante da proteção constitucional à liberdade de expressão. Moura também destacou que o caso envolve uma figura pública, cuja proteção à intimidade e à vida privada é mais limitada, embora isso não afaste a proteção à honra e à imagem. Segundo o documento, as publicações analisadas fazem referência à existência de boletim de ocorrência para investigação de Renan Santos, fato que, segundo o juiz, não foi contestado. O magistrado também apontou que, com base nos documentos apresentados, entre eles a certidão criminal negativa, não há comprovação de instauração de processo criminal nem prova robusta da alegada absolvição judicial. Diante disso, a Justiça entendeu que, naquele momento processual, não havia elementos suficientes para considerar as publicações manifestamente falsas ou desproporcionais. Recurso Após a negativa em primeira instância, Renan Santos recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo por meio de agravo de instrumento. No recurso, ele alegou a existência de uma campanha difamatória articulada por adversários políticos, com divulgação de conteúdo audiovisual que, segundo a defesa, induziria o público a associá-lo à prática de crime grave. O recurso foi analisado pela 10ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP, e em decisão assinada em 11 de junho de 2026, o desembargador Jair de Souza também negou o pedido liminar. O magistrado declarou que nesta fase inicial do recurso não ficaram demonstrados os requisitos necessários para concessão da tutela de urgência. A decisão expõe que as postagens fazem referência à existência de boletim de ocorrência, sem imputação expressa da prática do crime, e que as alegações sobre extrapolação dos limites da liberdade de expressão exigem análise mais aprofundada das provas. O desembargador também destacou que, embora exista possibilidade de dano à imagem, isso não é suficiente, por si só, para justificar intervenção judicial imediata, especialmente em contexto de debate público e político. Com a decisão, permanece mantido, até o momento, o indeferimento do pedido para retirada das postagens das redes sociais.
Justiça de SP nega pedido de Renan Santos para remover postagens de redes sociais sobre acusação de estupro
Postagem divulgam um boletim de ocorrência registrado contra Renan em 2021 por violência doméstica e estupro
Corte SP nega remoção de postagens sobre acusações contra Renan Santos; liberdade de expressão prevalece em matéria política. Precedente para plataformas: não há obrigação remover alegações sobre figuras públicas sem comprovação de falsidade manifesta em debates.








