Empresário cumpre pena no interior do estado por outras acusações de violência física e sexual contra mulheres 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O empresário Thiago Brennand está preso e cumpre por condenações de abuso sexual e violência contra mulheres — Foto: Reprodução/Instagram RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/07/2026 - 18:15 Thiago Brennand é absolvido por estupro pelo TJ-SP após apelação A Justiça de São Paulo absolveu Thiago Brennand da acusação de estupro e reverteu sua condenação de oito anos de prisão. O empresário, que cumpre pena por outras acusações de violência física e sexual, foi inicialmente condenado em 2022 por abuso contra a estudante Stefanie Coen. O TJ-SP decidiu pela absolvição após divergências entre magistrados. Brennand enfrenta outros processos e sua defesa espera absolvição em casos futuros. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) deu provimento a um recurso e absolveu o advogado Thiago Brennand de uma acusação de estupro. O julgamento, realizado em maio pela Corte, reverteu uma condenação de oito anos imposta a ele em agosto de 2025, de acordo com informações do g1. Brennand respondeu a uma denúncia feita pelo Ministério Público de São Paulo em dezembro de 2022 relacionada à acusação de abuso sexual da estudante de medicina e ex-miss Stefanie Coen. O crime teria acontecido após um jantar na capital paulista. Na ocasião, a vítima teria passado mal por conta da ingestão de bebida alcoólica e o empresário teria encaminhado-a para um quarto de hotel e forçado a prática de atos sexuais. Ao ter o caso analisado em primeira instância, a 30ª Vara Criminal de São Paulo condenou Brennand a oito anos de prisão em regime fechado pelo crime de estupro e ao pagamento de uma indenização no valor de R$ 200 mil para a vítima. Durante o julgamento, no entanto, o empresário foi absolvido de outras acusações, incluindo a punição por ter gravado o episódio sem autorização. Em seguida, a defesa dele também entrou com um recurso, afirmando que a relação sexual teria sido consensual. O MP também recorreu da sentença e pediu a condenação de Brennand pelos demais crimes imputados na denúncia e o aumento da indenização por danos morais para R$ 1 milhão. Ao chegar à segunda instância e passar a ser analisado pelo TJ-SP, o caso provocou divergências entre os magistrados. O relator do processo, desembargador Tetsuzo Namba, entendeu que as provas eram suficientes para manter a condenação, mas foi vencido pelos votos do revisor, desembargador Francisco Orlando, e do presidente da 2ª Câmara de Direito Criminal, desembargador Alex Zilenovski, que formaram maioria pela absolvição. Em nota divulgada pelas redes sociais de Stefanie, a defesa dela informou que recorrerá da decisão e buscará "o restabelecimento da condenação" por meio da interposição de um novo recurso que "sustenta que o acórdão absolutório violou a legislação federal ao atribuir prevalência a provas digitais unilaterais e desprovidas de cadeia de custódia". Em um segundo comunicado, Stefanie afirma que está "surpresa" com a decisão, mas que se mantém "encorajada e firme em seu propósito". Ela também defendeu que "a busca pela responsabilização em crimes contra a dignidade sexual é uma jornada árdua, mas indispensável" O GLOBO busca contato com a defesa de Brennad e com o MP-SP. O espaço segue em aberto e a reportagem será atualizada em caso de resposta. Saiba quem é Thiago Brennand Preso desde 2023, o empresário é réu em outros oito processos e cumpre pena na Penitenciária II Álvaro de Carvalho, em Potim, no interior de São Paulo, após a condenação em primeira instância em cinco casos, de acordo com o g1. Além da acusação envolvendo a estudante de Medicina, ele também foi condenado pelo estupro de uma mulher norte-americana, pela agressão contra a modelo Helena Gomes em uma academia em São Paulo e pelo estupro de uma massagista. Em nota, a mulher e advogada dele, Karina Kufa Brennand, afirmou que a absolvição foi o "reconhecimento da verdade dos fatos" e disse que espera que, nos outros casos em que o empresário também é acusado de estupro, "a análise criteriosa das provas demonstre a inexistência de prática criminosa" por parte dele. Como contou a colunista do GLOBO Bela Megale, a jurista, conhecida por ter atuado na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), se casou recentemente com Thiago, após um relacionamento de cinco meses. Eles teriam se conhecido quando Karina foi chamada para trabalhar na defesa do empresário.