A Justiça determinou o afastamento de um instrutor de uma entidade esportiva e de projetos municipais de formação de atletas em São José dos Campos, no interior paulista, após denúncias de importunação sexual e assédio contra atletas mulheres, em sua maioria adolescentes. Oito vítimas já foram identificadas.

A liminar, obtida pela Defensoria Pública de São Paulo, também proibiu que ele se aproxime ou mantenha qualquer contato com vítimas, testemunhas e seus familiares, inclusive por telefone, aplicativos de mensagens ou redes sociais. O processo corre sob segredo de Justiça.

Segundo a Defensoria, diversas atletas, familiares e testemunhas procuraram a instituição relatando que o instrutor se aproveitava da posição de autoridade para praticar contatos físicos sem consentimento, observar insistentemente o corpo das atletas e fazer comentários de conotação sexual. A ação sustenta que não se tratava de episódios isolados, mas de uma conduta repetida contra diferentes jovens submetidas à relação de hierarquia existente nos treinamentos.

Os documentos apresentados à Justiça incluem boletins de ocorrência e depoimentos de vítimas e testemunhas. A Defensoria afirma ainda que, antes da ação judicial, as atletas recorreram à direção da entidade esportiva e à polícia, mas não obtiveram proteção efetiva.