Pais de alunos de uma escola de educação infantil em Paris decidiram abrir mão do direito ao anonimato no julgamento de um funcionário acusado de abusar sexualmente de nove crianças. O tribunal condenou nesta terça-feira (26) o monitor David G., 36, a três anos de prisão.

Embora processos envolvendo menores de idade normalmente tramitem sob sigilo, os pais das vítimas optaram por se identificar publicamente. Segundo a agência de notícias Associated Press, a decisão foi inspirada por Gisèle Pelicot, a francesa que se tornou símbolo da luta contra a violência sexual ao abrir mão do anonimato no julgamento do ex-marido e de outras dezenas de homens acusados de estuprá-la.

David G. (o nome completo do acusado não foi divulgado), 36, é acusado de abusar sexualmente de alunos entre agosto de 2024 e abril de 2025. Ele teria cometido os atos ao levar as crianças, com idades entre 3 e 5 anos, ao banheiro, durante as pausas de almoço e nos programas de contraturno escolar.

O réu, um jornalista que trabalhava na escola para complementar a renda, é acusado de agredir sexualmente cinco alunos. Outras quatro famílias também o acusam de abuso sexual, mas o Ministério Público ainda não apresentou denúncia formal nesses casos. O monitor também é acusado de abusar sexualmente de duas colegas.