O presidente Lula (PT) tem reclamado a assessores próximos sobre o que classifica como vazamentos seletivos de informações da investigação da Polícia Federal envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, por suspeita de tráfico de influência e corrupção.

O petista atribui a circulação de detalhes sobre depoimentos e relatórios da PF ao que chama de "ala bolsonarista" da corporação, numa referência a integrantes simpáticos ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), incluindo agentes que ocuparam cargos relevantes em sua gestão.

Lula estaria incomodado com o fato de as informações relativas ao caso estarem sendo divulgadas aos poucos, em plena corrida eleitoral, o que entende como resultado de uma falta de controle da PF sobre seus servidores.

Fábio Luís, que ficou conhecido nacionalmente como Lulinha, está sendo investigado pela PF por suposto tráfico de influência. Ao ser sabatinado pela TV Globo na última quinta-feira (27), Lula afirmou que a Polícia Federal está "vazando coisas" sobre o caso para a imprensa. O presidente admitiu se tratar de um episódio que leva "suspeitas" para dentro de seu governo.

A publicização gradual de elementos do caso tornaria a reação de Lula e do governo mais custosa, na avaliação de auxiliares do presidente. Esse processo, segundo eles, gera desgastes sucessivos e cobranças por explicações a cada nova reportagem sobre o tema.