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O presidente Lula (PT) afirmou, nesta quinta-feira 27, que a Polícia Federal terá total liberdade para conduzir o inquérito contra o seu filho, Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha. As apurações conduzidas pela Polícia Federal miram negócios do empresário envolvendo Lulina, a lobista Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

“Não sou do Ministério Público, não sou delegado e não sou juiz. Sou Presidente da República e pai do Fábio. Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer outro brasileiro. Eu não vou afastar delegado da Polícia Federal, não vou fazer qualquer movimento como para acobertar erros, como outros já fizeram”, disse em entrevista à TV Globo.

As acusações de interferência na PF marcaram o governo de Jair Bolsonaro (PL). Um levantamento indicou que Bolsonaro puniu ou demitiu dezenas de delegados por não terem agido de acordo com a cartilha bolsonarista, protegendo aliados e filhos do presidente.

Após deixar o ministério da Justiça e Segurança Pública, o agora senador Sérgio Moro declarou, em abril de 2020, que Bolsonaro operava mudanças na diretoria da PF para evitar que investigações atingissem aliados próximos.