O presidente Lula (PT) afirmou que não haverá nenhum privilégio para o seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, em investigações. O ‘Lulinha’ é alvo de uma apuração da Polícia Federal que mira possíveis práticas de tráfico de influência e corrupção na liberação da venda de cannabis para fins medicinais em programas vinculados ao Ministério da Saúde.
“Se o meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa. É o certo. Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado ou para um juiz não fazer as coisas corretas. Se ele estiver certo, ele vai ter ajuda minha”, disse em entrevista ao podcast Inteligência Ltda publicado nesta quinta-feira 30.
O presidente ainda afirmou que o filho, se for julgado, vai retornar ao Brasil — atualmente ele vive na Espanha. “Não vai ficar escondido não. Não vou utilizar meu cargo para protegê-lo. Ele vai vir para cá. Ele vai ter que provar que ele é inocente como eu provei, vai ter que provar. E se for culpado, vai ter pagar o que todo mundo tem que pagar quando erra”, completou ao podcast.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta quinta o início das investigações. A corporação solicitou ao Supremo a liberação para utilizar elementos colhidos no âmbito da Operação Sem Desconto, que mira uma organização criminosa focada em desvios no INSS.










