Trocas de mensagens e viagens pagas, associadas a movimentações financeiras da lobista Roberta Luchsinger, foram os principais elementos usados pela Polícia Federal para pedir a abertura de inquéritos contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Lula (PT).
Três inquéritos, que estão sob responsabilidade dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça e Flávio Dino, foram abertos a partir de elementos encontrados nas buscas e quebras de sigilo da Operação Sem Desconto, que investiga suspeitas de desvios em aposentadorias e pensões do INSS.
São apurados supostos crimes de tráfico de influência e corrupção. Roberta é amiga de Lulinha e atuava em prol de interesses do também lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Os inquéritos cujas informações já foram divulgadas até o momento mostram apenas tentativas de contratações que não foram fechadas pelo governo federal. A defesa de Lulinha não nega a amizade com Roberta, afirma que não houve ilegalidades e tem questionado a higidez das mensagens obtidas pela PF.
Procuradas ao longo da última semana, as defesas de Roberta e de Antônio Camilo não têm se manifestado.










