Tenho visto alguns argumentos sobre por que qualquer pessoa que esteja minimamente à esquerda deveria abandonar o X, de Elon Musk. Ned Resnikoff, autor do manifesto YIMBY "Build or Die", apresenta uma versão desse argumento.

Musk, escreve ele, está "deliberadamente construindo um ambiente imersivo no qual o extremismo de direita não está apenas presente, mas é onipresente". Continuar publicando em sua plataforma de mídia social —mesmo a partir da esquerda, mesmo como crítico de Musk— significa atrair olhares e energia para uma plataforma que, em última instância, Musk controla e usa como bem entende.

É evidentemente verdade que Musk transformou o X em um instrumento para direcionar a atenção do mundo para suas posições políticas pessoais. Em junho, por exemplo, Musk se encantou por "Citizen Vigilante", filme em que um viajante americano na Europa, interpretado por Armie Hammer, inicia uma matança contra imigrantes muçulmanos e autoridades governamentais progressistas que os tratam com condescendência. Ele disponibilizou o filme gratuitamente em sua conta por 48 horas e o impulsionou ao topo de vários rankings de streaming e ao centro do debate cultural.

Tela de smartphone com ícones de aplicativos de redes sociais - Martin Lelievre - 29.abr.26/AFP