Ô direitista, não precisa pular a coluna. Hoje o tema te interessa.
Não vou falar dos 145 mil mortos por falta de vacina durante a pandemia. Não vou falar sobre a tentativa de golpe que quase deu certo e que, se tivesse dado certo, teria matado milhares de opositores de Bolsonaro usando as armas da República. Não vou falar do fato evidente de que os R$ 134 milhões negociados por Flávio com Vorcaro seriam recompensa pela licença que os bolsonaristas deram para Vorcaro se tornar banqueiro, bem como pelos bilhões que os governadores bolsonaristas deram de dinheiro de aposentados do Rio de Janeiro e do BRB para o Banco Master. Não vou falar da conspiração bolsonarista pelos tarifaços nem da tentativa de melar a eleição presidencial usando uma superpotência estrangeira.
Pode ficar tranquilo, vou falar do único tema que a direita discute utilizando o conceito adequado de risco: ajuste fiscal.
Flávio Bolsonaro concede entrevista à TV Globo - 28.ago.26/Reprodução/TV Globo
Ninguém no mercado acha que o risco de crise fiscal é zero até o dia em que o país quebra. Mas é assim que os ricos brasileiros medem o risco que o bolsonarismo representa para a democracia: só admitirão que a democracia corre risco quando os adversários da ditadura de direita já estiverem no pau-de-arara por pelo menos seis meses. E olhe lá.













