A manchete da Folha foi cirúrgica: "Flávio Bolsonaro repete o pai e propaga dado falso sobre urnas em reunião com embaixadores". O presidenciável do PL tentou amenizar a fala, mas o estrago já está feito.

A repercussão nos meios político e econômico foi péssima para ele, e será maior quando começar a campanha eleitoral após as convenções partidárias.

Boa parte do PIB e do mercado financeiro, que nunca apoiou o presidente Lula e preferia o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, no Palácio do Planalto, parece ter fechado as portas para Flávio.

Nem as reuniões que Daniella Marques, coordenadora do plano econômico da campanha e respeitada nas principais casas do setor financeiro, teve com representantes da Faria Lima ajudaram a reverter a situação.

Tudo leva a crer que esse PIB já olha para 2030 e "delegou" para Lula a tarefa de derrotar mais uma vez e diminuir os Bolsonaros.