Em entrevista à TV Globo, candidato nega que pai tenha arquitetado golpe de Estado e promete anistia se eleito 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Candidato do PL a presidente, Flávio Bolsonaro com Renata Vasconcellos e César Tralli nos Estúdios Globo — Foto: Globo/Manoella Mello O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, disse nesta sexta-feira (28) que respeitará o resultado das eleições. Durante entrevista à TV Globo, o senador voltou a negar a que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, tenha comandado uma tentativa de golpe de Estado, e prometeu tentar aprovar uma anistia já na transição de governo, caso seja eleito. Sobre a atuação do irmão Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, disse que o ex-deputado errou ao comemorar o tarifaço do governo Donaldo Trump. Questionado sobre declarações anteriores a respeito da confiabilidade das urnas eletrônicas, Flávio reconheceu ter divulgado uma informação errada ao afirmar que uma empresa venezuelana havia fabricado equipamentos utilizados nas eleições brasileiras. “Falei errado. Ela não fabricou as urnas”, disse. Segundo ele, a empresa apenas participou de etapas relacionadas ao processo eleitoral. Flávio é o quinto entrevistado da série promovida pela emissora. Na quinta-feira (27), o entrevistado foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na quarta-feira (26), o convidado foi Renan Santos (Missão), na terça-feira (25), Ronaldo Caiado (PSD), e, na segunda-feira (24), Romeu Zema (Novo). O senador afirmou que não questiona a confiabilidade das urnas eletrônicas e se comprometeu a aceitar o resultado do pleito, mas evitou responder se respeitará mesmo se for derrotado. “Vou respeitar o processo eleitoral, vou respeitar o resultado das eleições. Eu estou concorrendo com essas regras”, afirmou. Em 2022, seu pai questionou a segurança das urnas durante toda a campanha eleitoral e se recusou, ao final do pleito, a reconhecer a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao falar sobre a tentativa de golpe, porém, Flávio voltou a contestar a condenação do pai e classificou o processo como uma “grande farsa” destinada a retirar Bolsonaro da vida pública. O candidato sustentou que o ex-presidente foi “julgado pelos seus inimigos” e questionou as acusações que resultaram na condenação. Ao ser confrontado com os depoimentos dos ex-comandantes do Exército e da Aeronáutica sobre as articulações golpistas, Flávio tentou desqualificar as declarações do brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior, que comandava a Aeronáutica no governo Bolsonaro e relatou pressões para que as Forças Armadas aderissem a uma ruptura institucional. “Não é grave porque está partindo de uma pessoa como esse comandante da Aeronáutica aí, que hoje está pedindo voto para o Lula”, afirmou. O candidato também prometeu trabalhar pela aprovação de uma anistia aos envolvidos nos atos do 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, a medida deverá ser discutida antes mesmo de sua eventual posse. “Eu, como presidente da República, vou trabalhar para que a anistia seja feita ainda na transição”, disse. Caso a medida não seja aprovada, Flávio afirmou que pretende conceder indulto aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. O senador também voltou a criticar integrantes do Supremo Tribunal Federal e disse que, se eleito, pretende restabelecer o que considera a “segurança jurídica” no país. Eduardo e tarifaço O candidato disse que seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, errou ao comemorar nas redes sociais o tarifaço imposto ao Brasil pelo governo dos Estados Unidos. Ao contrário do que também disse o irmão, o candidato afirmou que não colocará o Pix em negociação com os americanos. Flávio foi confrontado com uma publicação de Eduardo feita no mesmo dia em que o presidente Donald Trump anunciou as tarifas de 50% contra produtos brasileiros. Na ocasião, o ex-deputado agradeceu ao presidente americano. “Eu acho que ele errou de agradecer com relação às tarifas”, afirmou Flávio. O candidato, no entanto, defendeu a atuação do irmão nos Estados Unidos e negou que ele tenha colocado interesses da família à frente dos interesses nacionais. Segundo Flávio, Eduardo buscava denunciar o que considera violações de direitos cometidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. “A decisão foi do governo americano, não foi do Eduardo Bolsonaro. Portanto, ele não tem absolutamente nada a ver com isso”, disse. Flávio também afirmou ter atuado nos Estados Unidos contra as tarifas e voltou a responsabilizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela crise comercial. Segundo ele, o governo brasileiro provocou o confronto com declarações contra a administração americana. Questionado se colocaria o Pix em uma eventual negociação com os Estados Unidos, Flávio foi categórico. “De forma alguma. O Pix é sagrado, o Pix é do brasileiro”, afirmou. O candidato também disse que declarações de Eduardo indicando que o sistema poderia ser negociado foram interpretadas de forma equivocada.
Flávio diz que respeitará resultado das urnas, nega golpe e vê erro de Eduardo em tarifaço
Em entrevista à TV Globo, candidato nega que pai tenha arquitetado golpe de Estado e promete anistia se eleito











