Flávio Bolsonaro em entrevista coletiva — Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, se comprometeu a aceitar o resultado da eleição deste ano. A afirmação do candidato foi feita ao programa “Canal Livre”, da Band, exibido neste domingo (2). “Eu vou aceitar [o resultado], vou concorrer com essas regras, e tenho certeza que o TSE [Tribunal Superior Eleitoral], diferente do de 2022, vai ser um TSE imparcial e vai tomar todas as providências para que essa eleição ocorra com mais segurança e mais transparência, porque o maior interessado em que as eleições aconteçam com essa normalidade é o próprio TSE”, afirmou Flávio. No mês passado, em reunião com diplomatas, Flávio criticou as urnas eletrônicas e afirmou que há suspeitas de que as máquinas utilizadas nas eleições no Brasil foram produzidas por uma empresa venezuelana. Segundo Flávio, haveria uma investigação da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, na sigla em inglês) de que as urnas venezuelanas teriam facilitado fraudes na eleição do país sul-americano em 2012. As acusações já haviam sido desmentidas pelo TSE. Apesar de afirmar que vai aceitar o resultado, Flávio voltou a pedir mais transparência nos equipamentos utilizados para receber os votos dos eleitores brasileiros. "Só estou cobrando que o TSE imponha mais camadas de transparência", disse Flávio, ao ser confrontado com dados que apontam que a empresa venezuelana nunca produziu uma urna utilizada no Brasil. "Estou pedindo apenas para colocar mais camadas de segurança [nas urnas]", acrescentou. Candidatura de protesto Na entrevista, o candidato do PL também disse que sua decisão de concorrer ao Planalto é uma "candidatura de protesto" ao que chamou de "perseguição" ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Me sinto preparado para esse momento. Estou indignado, estou há 24 anos na política e quero fazer mais”, disse, citando os recentes casos de frades no Banco Master e no INSS. "Como as coisas vão mudar se o ministro do Supremo é flagrado e não acontece nada com ele?", questionou, sem citar nominalmente os ministros. Flávio centrou suas respostas na segurança pública e afirmou que vai elevar a pena mínima para furto de celular e receptação. "E quando ficar preso, e vai ficar preso, vai trabalhar para pagar a estadia", disse. Questionado sobre a rejeição elevada entre o eleitorado feminino, citou um programa que pretende criar para permitir a denúncia de abusos e violência sem a necessidade de ira a uma delegacia. "A questão não é rejeição, é desconhecimento. E aí a gente tem que melhorar a nossa forma de se comunicar com o público feminino. Porque as pautas que a maioria das mulheres defende são as pautas da direita", disse.
Flávio Bolsonaro diz que aceitará resultado de eleição, mas volta a falar de 'transparência' em urna eletrônica
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