Pezeshkian afirma que exportações e importações caíram entre 25% e 35% nos últimos meses; governo Trump busca ‘asfixia econômica’ de Teerã 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Outdoor em Teerã satiriza o presidente dos EUA, Donald Trump, em meio ao anúncio de sanções econômicas para ampliar pressão sobre o Irã e seus parceiros comerciais — Foto: AFP O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, reconheceu que as sanções dos Estados Unidos contra seu país prejudicam a economia, apesar de ter insistido, poucos dias antes, que elas não conseguiriam nada. — Alguns dizem que as sanções não têm efeito algum; francamente, não sei o que dizer a essas pessoas — declarou Pezeshkian à televisão estatal em entrevista na noite de sexta-feira. — Estamos em estado de guerra e devemos aceitar as condições de guerra. As declarações do presidente iraniano fazem referência ao conflito aberto após os ataques dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro, para o qual ainda não se encontrou solução. Na segunda-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, apresentou um plano para alcançar a "asfixia econômica" do Irã e ameaçou com severas consequências os países que comercializam com Teerã e, assim, tentam aliviar o bloqueio econômico americano. As novas medidas se somam ao regime de sanções implementado desde 2018, quando o presidente americano, Donald Trump, então em seu primeiro mandato, retirou Washington do acordo internacional de 2015 sobre o programa nuclear iraniano. Pezeshkian afirmou na sexta-feira que as exportações e importações do Irã caíram entre 25% e 35% nos últimos meses, coincidindo com o bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos. Ele também defendeu o aumento do preço da gasolina, que tradicionalmente é fortemente subsidiada no país, um dos maiores produtores e exportadores de petróleo. Qualquer aumento de preço nos postos de gasolina é, portanto, politicamente sensível. O vice-presidente, Mohammad Jafar Ghaempanah, havia declarado na quarta-feira que o bloqueio dos EUA aos portos iranianos estava impedindo a importação de gasolina suficiente para suprir o consumo interno. Naquele mesmo dia, Pezeshkian afirmou que as últimas sanções americanas "não alcançariam nada".