Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores classificou como 'Terrorismo de Estado' as medidas anunciadas por Washington, que afetam países que mantiverem relações econômicas com Teerã 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Embarcações no Estreito de Ormuz são vistas perto da praia de Bandar Abbas, no Irã, em 28 de agosto de 2026 — Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS O Irã condenou nesta sexta-feira as sanções que ameaçam terceiros países que mantenham relações econômicas com Teerã, qualificando a pressão de Washington como um ato de “terrorismo de Estado”, no mesmo dia em que o Departamento do Tesouro americano anunciou medidas adicionais. O comunicado do Ministério de Relações Exteriores do Irã também é divulgado no momento em que mediadores aceleram os esforços para a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passava até o início da guerra com os EUA, no fim de fevereiro, o equivalente a 20% do fluxo global de petróleo. O conflito completou hoje seis meses. O governo dos EUA desde a segunda-feira tem alertado países a cortar laços econômicos com o Irã, de forma a evitar sanções secundárias. O presidente americano, Donald Trump, tem se referido à campanha como “Dia D” para a asfixia financeira do regime em Teerã — e forçá-lo, assim, a “voltar à mesa de negociações de forma significativa”. No comunicado desta sexta-feira, o Ministério de Relações Exteriores do Irã diz que, pelo direito internacional, os países devem evitar a implementação das sanções americanas contra Teerã e que o seu cumprimento significaria cumplicidade ilegal. O comunicado também classifica as medidas anunciadas pelos EUA como um “crime contra a humanidade” que coloca em risco a saúde e a vida de milhões de civis iranianos. Nesta sexta-feira, uma fonte dos EUA disse à Reuters que o governo Trump planeja impor restrições ao banco egípcio Misr por manter negócios com o Irã. A punição viria com a possível revogação de acesso financeiro aos EUA, mantida por filial bancária nos Emirados Árabes Unidos.
Irã faz apelo a países para que não aceitem a pressão dos EUA por sanções
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores classificou como 'Terrorismo de Estado' as medidas anunciadas por Washington, que afetam países que mantiverem relações econômicas com Teerã







