Presidente americano, Donald Trump, anunciou mudança do foco militar para pressão econômica contra Teerã 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Homem segura bandeira do Irã em frente a outdoor na Praça Valiasr, no centro de Teerã — Foto: ATTA KENARE / AFP/ 8-8-2026 O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezai, afirmou neste sábado que a República Islâmica vai considerar como um "inimigo" qualquer país que aceite participar da aplicação de sanções econômicas a Teerã, em adesão à guerra econômica anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao longo da semana. — Advertimos todos os países (...) Não se unam à guerra econômica que os Estados Unidos travam. Qualquer país que participe da imposição de restrições econômicas contra nós será considerado um inimigo — declarou Rezai, veterano dos tempos da Revolução Islâmica de 1979 e da Guerra Irã-Iraque, nomeado recentemente ao cargo pelo líder supremo Mojtaba Khamenei. O presidente dos EUA, Donald Trump, e autoridades da primeira linha do governo americano, incluindo o secretário do Tesouro Scott Bessent, anunciaram ao longo da semana que Washington lançaria uma campanha de sanções econômicas "nunca antes vista" contra Teerã, com objetivo de desgastar o país e fazer o regime entrar em colapso. Autoridades iranianas classificaram a estratégia como "terrorismo econômico". A mensagem da liderança iraniana ocorre um dia após Trump, durante o ato de campanha na Carolina do Sul, dizer que considera "o Estreito de Ormuz como um território americano". A via navegável virou a principal frente de desgaste para o republicano, uma vez que as forças iranianas conseguiram fechar o tráfego regular, pressionando o mercado internacional de petróleo — sem que a superioridade militar americana se mostrasse suficiente para forçar uma reabertura. Após o anúncio da estratégia de sanções de Trump, analistas questionaram a efetividade e os limites do que poderia ser alcançado com uma nova campanha com foco econômico. Há anos operando sob embargos americanos, o Irã desenvolveu uma rede própria de aliados e formas de operar no mercado internacional. Na sexta-feira, o maior parceiro comercial do Irã, a China, afirmou que a ameaça de Trump de promover um "Dia-D econômico" contra a República Islâmica e de punir países que "forneçam qualquer tipo de tábua de salvação" ao país, não "é do interesse de ninguém". Pequim acredita que "sanções e táticas de pressão não são a solução", disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Lin Jian, indicando a confiança do país de que pode resistir às mais recentes advertências americanas — caso venham a se concretizar.