Apesar da redução de hostilidades bélicas nas últimas semanas entre Washington e Teerã, esforços para chegar a um acordo de paz definitivo permanecem paralisados 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Embarcações no Estreito de Ormuz são vistas perto da praia de Bandar Abbas, Irã, em 26 de agosto de 2026 — Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS O Irã realizou novas negociações com o vizinho Omã sobre a administração do Estreito de Ormuz, bloqueado praticamente desde os ataques que deram início à guerra com os Estados Unidos, em 28 de fevereiro. Na mesma esteira, o chanceler omanense, Sayyid Badr Albusaidi, afirmou estar esperançoso de que Teerã e Mascate anunciem em breve um corredor temporário para a navegação pela hidrovia. “Estou esperançoso de que em breve anunciaremos um corredor temporário para o Estreito de Ormuz e medidas práticas para restabelecer a navegação segura”, escreveu no X Albusaidi após conversas com seu homólogo iraniano. Os dois países têm mantido tratativas intermitentes há semanas sobre o controle do tráfego pela hidrovia, por onde passava cerca de um quinto dos carregamentos mundiais de petróleo e gás natural liquefeito antes do início do conflito. As negociações, além disso, ocorrem em meio a sinais de que Washington busca evitar uma nova escalada militar no Oriente Médio. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse a aliados que os EUA não esperam lançar novos ataques contra o Irã por enquanto e que pretendem se concentrar em outras formas de pressão, segundo o site de notícias Axios. Apesar da redução das hostilidades bélicas nas últimas semanas, os esforços para chegar a um acordo de paz definitivo permanecem paralisados. As dificuldades diplomáticas foram intensificadas após um memorando de entendimento acordado em junho entre autoridades americanas e iranianas ter ruído no mês passado, com novos bombardeios de ambos os lados. Desde então, a maior parte da navegação foi interrompida, enquanto Irã e EUA tentam exercer controle sobre Ormuz, impondo bloqueios distintos. O presidente Donald Trump, que ameaçou bombardear Omã na semana passada, repetiu na terça-feira uma afirmação anterior de que todas as minas no estreito haviam sido retiradas e advertiu Teerã contra qualquer tentativa de instalar novas minas. O Irã, por sua vez, anunciou no domingo uma lista contra 45 navios que teriam tentado contornar o bloqueio iraniano, em uma aparente tentativa de impedir transferências de carga entre embarcações utilizadas por produtores de energia do Golfo. Algumas empresas planejam deixar de utilizar os navios citados. Paralelamente aos sinais de contenção militar, Washington ampliou a pressão econômica sobre Teerã. Nesta semana, o Departamento do Tesouro americano ameaçou punir países que continuarem fazendo negócios com a República Islâmica e aplicou sanções contra mais de 60 entidades, indivíduos e embarcações acusadas de ajudar o Irã a obter tecnologia nuclear e de mísseis. As medidas, além disso, terão como alvo os setores de ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo. Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA — Foto: Aaron Schwartz/Bloomberg Teerã denunciou a tentativa de Washington de isolar sua economia como um ato de “flagrante desrespeito à lei” e expressou confiança de que muitos países não aderirão à campanha de pressão.