Tesouro americano disse mirar os esforços de Teerã para 'monetizar o Estreito de Ormuz'; seis das entidades sancionadas têm sede na China Embarcações no Estreito de Ormuz, perto da praia de Bandar Abbas, Irã, 27 de julho de 2026 — Foto: Razieh Poudat/ISNA/via WANA (West Asia News Agency) via REUTERS Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira uma nova rodada de sanções relacionadas ao Irã, mirando os esforços de Teerã para "monetizar o Estreito de Ormuz" com a inclusão de 10 entidades e mais oito petroleiros na lista de sanções, informou o Departamento do Tesouro. Seis das entidades sancionadas têm sede na China, segundo o governo americano. As medidas foram anunciadas depois de o presidente Donald Trump prometer, mais cedo nesta quarta-feira, atingir duramente o Irã, segundo entrevista à Fox News, após as Forças Armadas dos EUA afirmarem ter interceptado vários mísseis balísticos lançados pelo Irã contra tropas americanas no Oriente Médio. Também nesta quarta-feira, Estados Unidos e Arábia Saudita realizaram ataques conjuntos contra grupos apoiados pelo Irã no Iraque. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês), ligado ao Tesouro, sancionou as empresas Persian Gulf Marine Insurance Co e HormuzSafe Marine Services Authority, que, segundo o governo americano, desempenham papel central em um esquema iraniano para arrecadar ativos digitais e outras receitas de embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz por meio de diferentes apólices de seguro. "Com a economia em queda livre e inflação na casa dos três dígitos, o regime está desesperado por recursos", afirmou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. "Os Estados Unidos não permitirão que o Irã mantenha o comércio global como refém nem utilize o transporte marítimo internacional para financiar o terrorismo, a agressão e a repressão conduzidos pela Guarda Revolucionária Islâmica", acrescentou Bessent. As novas sanções fazem parte de uma estratégia mais ampla do governo Trump para combinar instrumentos econômicos e ações militares a fim de intensificar a pressão sobre o Irã e encerrar uma guerra profundamente impopular que tem reduzido os índices de aprovação do presidente. "A guerra contra o Irã demonstra que este governo está disposto a usar de forma coordenada o poder econômico e militar dos Estados Unidos", afirmou Jess Hoversen, ex-integrante do Ofac e atualmente economista-chefe do banco digital Column. Segundo ela, o Ofac tem agido rapidamente para sancionar a infraestrutura logística marítima, redes de câmbio e cadeias de aquisição de equipamentos, ao mesmo tempo em que as Forças Armadas americanas ampliam os ataques. "O Tesouro está operando em ritmo acelerado, e a combinação de ataques militares com sanções direcionadas pode servir de modelo para conflitos futuros", prosseguiu Hoversen. Desde o início de 2026, o Ofac já sancionou mais de 100 embarcações ligadas à chamada "frota fantasma" do Irã, utilizada para manter o fluxo de receitas com exportações de petróleo apesar das sanções internacionais.
EUA anunciam novas sanções ligadas ao Irã contra seguradoras e petroleiros
Tesouro americano disse mirar os esforços de Teerã para 'monetizar o Estreito de Ormuz'; seis das entidades sancionadas têm sede na China







